( Professor Me. Celso Piarelli)
Longe de ser algo corriqueiro é se ter a consciência do papel de ensinar. Como, particularmente, acredito que no mundo da vida, forças antagônicas operam ininterruptamente, fazendo ser o mundo assim do jeitinho que é. Ou seja, forças operativas pedagógicas e divinamente apropriadas ao desenvolvimento do humano.
Como é sabido, entra-se no sistema como homem ou mulher e, enquanto se mantêm esta presença, existe a possibilidade da evolução ou aprimoramento. Simples mecanismo. O poder do desafio, que pode nos mover de um degrau pra outro, conforme seja nosso desempenho em lidar com este. Ou seja, o mito de Sísifo deixa de ser um castigo dos deuses e passa a ser eternas oportunidades de aprimoramentos. Então, que saiba, o habitado pelo ser, que de sua relação com os desafios, dependerá a posição que terá como seu lugar, para contemplar o mundo.
Saliento que: o engenheiro que constrói uma ponte, deve saber que esta, por forças da natureza, será, certamente, impelida a cair. Então, que os cálculos sejam belos (perfeitos - na concepção grega) e forjem uma estrutura capaz de preservá-la ao máximo ao longo do tempo. Que o grau de liberdade das estruturas seja tão restrito que a predominância dentre o conjunto de forças operantes seja do construto da engenharia e, comparando com a construção do indivíduo, sendo as forças destrutivas, por longo tempo superadas pelas construtivas, dará, ao homem, uma grande sensação de poder e de prevalência entre a estrutura de suas obras e os desafios de caráter destrutivos impostos pela natureza.
Pois, também assim, deve ser a pedagogia. Uma engenharia construída para gerar o aprendizado. Engenharia pedagógica capaz de criar estruturas metodológicas que transcenda a desorganização natural impelida pelo ambiante desfavorável para aprendizagem. a própria escola, na maioria das vezes. Com isto, espera-se que a pedagogia surtida de "beleza" estrutural construída, não mais se prenda a espaços ditos apropriados para aprendizagem e, sim, sejam capazes de, ao serem construídas, levarem em conta a realidade onde operará. Logo, Desfaz-se as escolas, pois, seus muros são desnecessário. As metodologias, sim, são as verdadeiras estruturas escolares ou de aprendizagem. Portanto, em agindo assim, minimiza-se as forças contrárias e, desta forma, permite-se a ambiência necessária a construção do bem maior, o aprendizado. O qual potencializará o homem para viver uma vida com maiores chances de superação quanto aos desafios, o que, em outras palavras, significa um homem mais inteligente. Lembrando que isto não o humaniza e, portanto e para tal, precisará, este indivíduo, do tempero da solidariedade, da inteligência emocional, da paciência e da boa vontade para o perfeito exercício da autonomia, da auto eficácia e auto determinação necessárias ao ser buscador do aprimoramento, por intermédio dos desafios das diversas naturezas concomitantes, atuantes, como a social, cultural, científica, ambiental, econômica e pessoal.
Portanto, longe de ser corriqueiro ou apequenado o trabalhar para construir aprendizado, sabendo das forças antagônicas destrutivas, as quais procuramos transcendê-las em nossos planejamentos pedagógicos.

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